A amamentação, uma missão atribulada!



Durante a gravidez, não pensei muito na amamentação e nem quis pesquisar. Falaram-nos durante as aulas de pré parto e mais nada.


A primeira impressão é estranha, mas a primeira vez foi sem esforços. Ela mamou logo sem problemas. As enfermeiras repetiam-me que ela tinha nascido com manual de instruções. Ela mamava corretamente e bem. O problema é que mamava imenso e eu não percebia porquê. Pensei, como toda a gente pensa e que toda a gente comenta, será que o leite é suficiente para ela. Falava sempre com as enfermeiras e elas repetiam-me que é muito bom ela mamar assim. Só que eu não dormia nada à noite. Ela só queria mama e quando a pousava no berço chorava. Era tudo novo para mim. Depois percebi que ela precisava de me sentir e ficar perto de mim. Ficou 10 meses dentro de mim e de repente sai num novo mundo, ela precisa de reconforto. Mas esta fase não é nada fácil. De tanto mamar, já me doía os mamilos. Perguntava às enfermeiras e aos médicos como amamentar, o que fazer e aí piorou tudo. Uns diziam, ela tem de mamar até ao fim numa mama e depois iniciar na outra. Outros diziam 10 min uma e 10 min outra. Oh pá!!!! Só informações diferentes. A última enfermeira, até me disse: "vai ter de lhe dar uma chupeta que assim não vai lá" Nem tínhamos comprado chupeta e nem tínhamos pensado no assunto. O meu marido foi comprar uma chucha mas ela nunca quis chupeta. Compramos até várias para ver se era da chucha e nada. Preferia a maminha, o que percebo perfeitamente! :)


Fomos então para casa sem saber bem o que pensar e como agir melhor. Esta fase não foi fácil. Depois temos as mamas inchadas, com dores. Às vezes, ela mamava mas nada saia. Ia então lá para o duche pôr água quente nas maminhas e tudo melhorava. Ainda bem que nasceu no verão!


Resolvemos ir a uma consulta de amamentação e aí relaxou tudo. Faça como achar melhor para si e para ela, siga o seu instinto! Acho que a frase mestre para a maternidade. Cada mãe tem de seguir o seu instinto. Mas se precisarmos de ajuda, então pedimos, não tem mal nenhum. Às vezes, precisamos de ouvir alguém para nos recentrar no que é importante. A partir daí, relativizei tudo e dei-lhe mama em livre demanda , naturalmente e relaxada. E tudo correu melhor. Os primeiros meses, não foram fáceis e cansativos porque mamava e acordava imensas vezes à noite. Mas estava feliz e certa de mim. Faz agora 2 anos e meio, ainda mama. Nunca pensei que fosse até essa idade. Estou sempre à espera que ela pare dela própria mas a esse ritmo ficamos assim até aos 18 anos. Tivemos que reduzir um pouco e gradual as mamadas. O pai consegue adormecê-la e até as avós. Com o confinamento, não ajuda nada porque vê-me durante o dia e dá-lhe vontade uma maminha! :)

Neste momento, mama 2 vezes, depois da creche e depois da sesta quando não há creche e uma vez à noite. O fato de reduzir, fez com que ela pegasse na chupeta. Infelizmente para compensar a mama, encontrou este substituto.



E vocês, como viveram a amamentação? Como pararam ?

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